Os Anos 90 e O Fim da Farofa.

Rock moderninho, letras mais diretas, melancólicas e menos politizadas. Assim resumo o que foi os Anos 90.  Década que, para alguns, foi a mais criativa e cheia de qualidades, e para outros, a que marcou o início da decadência assombrosa que vive a música até os dias atuais.

Até chegarmos em 1990, muita coisa mudou, muitas revoluções ocorreram e a medida que o tempo passava, os países firmavam sua cultura. O mundo viajou do blues ao rockabilly, do rockabilly ao jazz, do jazz a psicodelia, da psicodelia ao punk, do punk ao hard rock e por fim, do hard rock ao alternativo.

A longa e tortuosa Estrada das Mudanças parece ter chegado ao fim nos 90s, onde desde então, a música sofre um processo de estagnação sem a nascença de nenhum outro estilo musical às alturas de que os nossos ouvidos mereçam – com todo o respeito.

Oasis, uma dos principais grupos dos anos 90 / Popload
Oasis, um dos principais grupos dos anos 90 / Popload

Ou estamos mal acostumados ou eu não sei o que tá rolando. Os Anos 90 se foram como num piscar de olhos e bandas como Oasis, Black Crowes e Sublime foram cuspidas pelo furacão da música para que continuássemos de barriga cheia.

As características que citei no início do texto e que caracterizam todos(tá, quase todos) os grupos da década nos mostram um fator. Você, ouvindo ‘Californication’ ou o seu ‘Nevermind’, já reparou nas diferenças entre o som desses álbuns e o som de algum álbum do Van Halen, por exemplo? Não? Ouve de novo que você vai reparar na(s) diferença(s).

Aquela coisa “farofa” que você provavelmente reparou em algum disco do Van Halen e que veio sendo tomado como fator para encaixar uma banda em um determinado line-up de festival, por exemplo, deixou de existir em assim que chegamos aos anos 90. Não sei se foi teoria da conspiração, mas a partir do dia 31 de dezembro de 89 as coisas(aparentemente)mudaram.

Os nem tão aclamados “Use Your Illusion” do Guns N’ Roses, que foram lançados em 1991, apresentam uma sonoridade totalmente diferente de “Appetite for Destruction”. Não precisa nem ser fodão em matemática pra perceber a diferença entre um álbum e outro.

Não preciso nem citar as bandas que vieram a surgir e os discos que vieram a ser lançados, mas abaixo você pode conferir alguns trabalhos que representam essa Revolução Oculta da Música e que vão facilitar na diferenciação do estilo de música de outras décadas.

The Black Crowes, ‘Shake Your Money Maker’. 1990.
Guns N’ Roses, ‘Use Your Illusion I & II’. 1991.
The Smashing Pumpkins, ‘Siamese Dream’. 1993.
Beck, ‘Odelay’. 1996.
Oasis, ‘(What’s The Story) Morning Glory?’. 1995.
Red Hot Chili Peppers, ‘Californication’. 1999.

Não sei se nos anos 90 o cenário musical obteve uma melhora ou piora, só sei que A Farofa acabou em 1989 e nunca mais deve voltar.

A canção continua a mesma: Especial 40 anos de Houses of the Holy

Imagem: divulgação
Houses of the Holy/ divulgação

Houses of The Holy não é apenas um quinto álbum ou somente um sucessor do aclamado quarto disco do grupo de hard rock setentista Led Zeppelin. Um disco icônico, com uma pitada “californiana”, que nas suas oito músicas, fez – e fará – com que gerações e mais gerações apreciem e entendam que qualquer banda variando ou não seu estilo de letra ou de música não perderá a essência e muito menos a reputação conquistada dentro dos trabalhos realizados.

Diferentemente da passagem em branco de The Dark Side of Moon que completou 40 anos neste ano de 2013(falha nossa!), não deixaremos este discão de 8 músicas do Led Zeppelin também passar em branco. Durante as próximas semanas, você poderá conferir tudo sobre o álbum: detalhes, curiosidades, opinião dos integrantes da banda sobre o disco(e sobre algumas canções) e muito mais.

Origem da arte de ”Houses of the Holy”:

A arte de Houses of the Holy é sem dúvidas, uma das mais simbólicas que podemos encontrar. Se formos julgar a ilustração sob uma visão comum, sem o senso crítico, vamos pensar: ”que capa legal” ou  ”não vejo nada demais”. Aliás, são esses os dois tipos de pensamento em que na maioria das vezes vem à mente. Mas o que tem por trás dessa capa? Quem foi o responsável? A resposta para essas e outras perguntas você irá encontrar abaixo.

Tudo começou quando o terceiro álbum do grupo Wishbone Ash, denominado Argus, foi divulgado. Não se trata da tamanha qualidade musical do disco ou da importância do lançamento de mais um álbum, mas sim, a arte presente na capa. Arte que tanto impressionou Jimmy Page, que em uma tarde, o guitarrista realizou ligações à agência de design gráfico conhecida como Hipgnosis(mesmo grupo que fez a arte de The Dark of Side MoonTechnical Ecstasy e que também viria a fazer a capa de mais 4 trabalhos do Led Zeppelin), para perguntar se foram eles os responsáveis pela ilustração do terceiro disco do Wishbone Ash, com a resposta positiva, Page de bate-pronto perguntou se eles gostariam de realizar a arte do próximo disco do Zeppelin.

E com mais uma resposta positiva, Jimmy e o empresário Peter Grant foram ao escritório para discutirem a arte do álbum. Surgiram diversas ideias, principalmente pelo lado de Grant, mas que por fim, não havia adiantado de nada, pois o designer Storm Thorgerson tiveram duas ideias que ”encataram” Page. A primeira seria colocar o símbolo ZOSO, símbolo de origem grega que era relacionado ao guitarrista, mas que continha uma conotação não-alfabética nem linguística(mas que era muito relacionada ao ocultismo) em uma paisagem onde se encontram as famosas linhas de Nazca, local também conhecido como pampa colorado peruano. Já a segunda ideia dada por Thorgenson, era baseada na famosa obra Childhood’s End, de Arthur Clarke, onde uma família nua escalava um monumento sagrado.

ZoSo e Jimmy Page
ZoSo – símbolo relacionado à Jimmy Page/Divulgação

A ideia inicial era que a imagem da capa fosse tirada no Peru, mas como a distância era longa, o renomado designer lembrou que na Irlanda havia diversos monumentos místicos e misteriosos. Juntamente com o fotógrafo Aubrey Powell, Storm se mandou para o norte irlandês, onde fica o Giant’s Causeway. Para a representação ser a mais próxima da obra que estavam se baseando, foram contratados cinco modelos para as fotos, três adultos e duas crianças. Todos tiveram seus corpos pintados e foram para as ruínas ao amanhecer, pois tinham como objetivo tirar a foto com o forte aparecimento do sol na região. Com a imagem, Powell juntou as imagens e a enviou ao desenhista Phil Crennel para que ele, em cima de seu desenho, as duplicasse.

Tracklist:

1.- The Song Remains the Same
2.- The Rain Song
3.- Over the Hills and Far Away
4.- The Crunge

(lado B)
5.- Dancing Days
6.- D’yer Mak’er
7.- No Quarter
8.- The Ocean

”Muita gente tem forma, mas não tem conteúdo” – Chorão falece aos 42 anos de idade

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

O Brasil perdeu mais um de seus ícones na quarta-feira(6). Alexandre Magno Abrão, também conhecido como Chorão(líder do Charlie Brown Jr.), foi encontrado morto na madrugada do dia 6, em seu apartamento localizado na Zona Oeste de São Paulo. Dono de composições que marcaram e marcam gerações de adolescentes e de 11 lançamentos(incluindo os dois lançamentos ao vivo) no total de sua carreira, o líder do CBJR, ainda não teve a causa da morte esclarecida, no entanto, o responsável pelo caso afirma que ”tem como principal suspeito a droga”. O músico encontrava-se em seu apartamento desde a tarde de segunda-feira e durante o período de estadia, segundo relatos, não atendeu a porta nem ao telefone.

O corpo que foi encontrado pelo motorista da banda foi levado ao IML e será encaminhado para Santos, onde será realizado o enterro. O vocalista e os outros integrantes do grupo que estavam em período de férias e tinha a volta aos palcos marcada para o dia 22 de março(em Campo Grande), tinham uma viagem marcada para os Estados Unidos que seria realizado dentro de alguns dias.

A morte teve uma repercussão de forma tão gigantesca que o Guns n’ Roses publicou em sua página no Facebook – e também o vocalista, Axl Rose, em sua página no Twitter – uma modesta homenagem ao líder de uma das mais bem conceituadas bandas da cena musical do Brasil.

 ”Luto pela morte de nosso irmão brasileiro, R.I.P. Chorão. Este ‘Don’t Cry’ agora toca para você”.

Carreira

O grupo liderado por Chorão faturou o Grammy Latino por duas vezes. O primeiro foi pelo disco Tamo aí na atividade, de 2004; o segundo por Camisa 10(Joga bola até na chuva), de 2009. Ainda tem no currículo cerca de cinco milhões de cópias vendidas e diversos hits. Confira alguns abaixo:

”Proibida Para Mim”

”Tudo Que Ela Gosta de Escutar”:

”Zóio de Lula”:

A rádio UOL 89FM, acaba de divulgar a última inédita de Chorão, denominada: ”Meu Novo Mundo”.

Seu almanaque para a boa música.